- A vida é estúpida, Ema, não tem "porquê". Os actos essenciais da vida realizamo-los com os olhos fechados: o prazer da boa música, ou da boa mesa, ou o prazer amoroso, ou a união com Deus. Até mesmo, se quiser, o próprio descomer. Tudo o que é essencial é cego. Fechamos sempre os olhos. É por isso que no-los fecham quando morremos, se os deixamos abertos. (pág. 129) - Vergílio Ferreira, Alegria Breve
Vergílio Ferreira - Alegria Breve
- A vida é estúpida, Ema, não tem "porquê". Os actos essenciais da vida realizamo-los com os olhos fechados: o prazer da boa música, ou da boa mesa, ou o prazer amoroso, ou a união com Deus. Até mesmo, se quiser, o próprio descomer. Tudo o que é essencial é cego. Fechamos sempre os olhos. É por isso que no-los fecham quando morremos, se os deixamos abertos. (pág. 129) - Vergílio Ferreira, Alegria Breve
gosto de jacarandás
leituras - Augusto Cury
Dominamos a tecnologia que nos permite viajar para outros planetas, mas não a tecnologia que nos permite conquistar o espaço onde nascem a timidez, a ansiedade, o medo, a coragem, as frustrações, o mau humor, a angústia, os sonhos e o encanto pela vida. (pág. 10)
estupefacção
que bem que ali ficava uma cadeirinha de baloiço
um dia importante mas pouco digno
conclusões
H2OTEL
a neutralidade
Feast of love
um brinde ao domingo
Domingo de porta aberta
CCB - Museu Colecção Berardo
também me comoveu o conceito da cidade maravilha: Às vezes passeio entre os edifícios deste campus com um amigo. Divertimo-nos a discutir como esses espaços podiam ser electrificados e articulados entre si por presenças escultóricas e murais de cores vivas, transformados de espaços meio abandonados em locais únicos e altamente intensos. A água, que é como a intuição, está estagnada e podre. As luzes, que são como a imaginação, estão fundidas e desligadas. As cidadelas do estudo e da aprendizagem são como cidades cercadas. O inimigo nunca chegou. Foram os próprios cidadãos que envenenaram a água. Foram os próprios que se esqueceram de como se acendem as estrelas.
Pancho Guedes, Universidade de Witwatersrand, Agosto de 1975
os tomateiros não tinham água suficiente
em busca do genérico perdido
brigadeiros, a quanto obrigam
ser saudável
essa imagem
nós = sós
o peso dos cromossomas
eu dizia-lhe alto e em tom enfurecido, quase estridente: e eu vou-lhe dizer que eu não estou para aturar isto, que não concordo, que não pode ser, que era o que mais me faltava, que não admito..
e ele disse-me, na sua sabedoria natural de homem: o teu problema é centrares tudo em ti. analisa fria e distanciadamente e diz-lhe: acho que isto funcionaria muito melhor se.
calei-me. pensei. agradeci-lhe. continuámos como se nada fosse.
às vezes tenho tanta vergonha de ser dos XX, esses cromossomas.passeio virtual no hipermercado
Carl Orff - Gassenhauer
teoria da maturação
anacronismo
de x a y
para viver bem, basta manter este gráfico equilibrado.
em vez de espelhos tínhamos um ecrã sonoro que, como a meteorologia, nos avisava que podíamos ir de manga curta, apesar de depender de nós levar ou não o chapéu de chuva.
faltas
interacções humanas
Obrigada!
espirro verniano
vi este filme ontem e apercebo-me hoje que foi como um espirro: dois segundos de duração em que as cócegas no nariz dão vontade de rir e depois nunca mais nos lembramos que alguma vez aconteceu. se calhar tem a ver com os actores terem caras de desenhos animados.. ou então de um miúdo de 13 anos correr à frente de um dinossauro T-Rex e conseguir escapar...
mar adentro
boneca de trapo
a vida dos outros
A minha vida sem mim é um filme que usa o ser humano como se fosse um saco do lixo, o que de um prisma técnico é difícil de engolir. uma rapariga jovem com duas filhas, descobre que lhe restam apenas dois meses de vida, decide não dizer a ninguém, faz uma lista do que gostava de experimentar antes de morrer e coloca a sua lista em prática até ao dia em que morre. um dos ítems é encontrar uma nova esposa para o marido e arranjar um amante, para saber como é. custa ver como existem sempre tantos lados, tantas faces, tantas hipóteses. é fácil apaixonarmo-nos por todas as personagens e torcer por todos. é um filme cruel e belo. é a vida. gostei muito.cá em casa o despertador é a música "Acupunctura em Odemira":
Breve dissertação da elementaridade da composição humana
Olá!
flickr me
a vida acontece ao fim-de-semana
foi uma viagem inteira de máquina na mão, com o cérebro focado para: árvores-giras-a-sobressair-no-amarelo-torrado. foi muito difícil. o caminho de volta é mais proveitoso, a luminosidade é que nem tanto. a luz é sempre mais bonita para sul, não é? tenho enfiado as minhas vontades de existir dentro da malinha que é o fim-de-semana. no resto do tempo pisco os olhos e vêm-me frames destas, como se fossem aquelas máquinas fotográficas com imagens dos três pastorinhos. tenho sono. passo a vida com sono e com vontade de ser alguma coisa engraçada. acho que nunca vou ter tempo de cumprir as minhas principais vontades. não, não e não!
o tamanho importa!
bicho no pão
- ah pois, peço desculpa, realmente temos ali uma infestação na cozinha...
- (ponto de interrogação e exclamção dentro das nosssas cabeças..)
- temos tentado evitar isso, mas tem sido complicado... até temos dois focos mas mesmo assim continuam a aparecer....
ok, chegámos a um ponto de pura estupefacção, mas ainda estava para vir a melhor parte:
arejar, s.f.f.
deixei as tensões lá para Coimbra, na descida do rio Mondego. podia fazer isto todos os dias. é engraçado observar que tendo dias tão humanamente redutíveis, quando temos um dia agradável e verdadeiramente nosso, ficamos histéricos como os miúdos quando são muito pequeninos, lhes sopram para a testa e eles começam a dar aos bracinhos, muito felizes. tipos de pessoas
chip
frango assado
1 dia x 5
Live - Run to the Water
compras
alvorada
Fairground Attraction - Find My Love
Museu da Carris
confissão
pronto, já chega!
a meteorologia parece-me aquelas crianças chatas, que depois de se fazer uma vontade, passam o resto do tempo a dizer: outra vez!! outra vez!! outra vez!! e nós dizemos, não, já chega, estou cansada, mas elas desatam a chorar, a berrar e a transformar aquele dia num inferno insuportável.
Anousheh Ansari
brincar
precaução: asneiras em maiúsculas
fazer praia
Stellet Licht
Oioai - Deves estar a chegar
alegra-me a voz do vocalista, a batida suave e o tom leve e quase infantil das letras. estou a sair do trabalho, é Sexta-feira à tarde, Verão, ouço-a num engarrafamento sem fim. não me importo nada. o sol em frente não me aborrece, nem a camisa colada às costas. devias estar a chegar, estiveste tão longe e agora deves estar a chegar. deves estar a chegar, deves estar a chegar, deves estar a chegar..
amigos balneares
August Rush
meço os anos pela forma como reajo. não chorei, já sou mais crescida. acabei de ver este filme e a melhor metáfora que me ocorre é esta: sabem quando éramos pequeninos e faltava a electridade em dias de temporal? passava-se o tempo numa dimensão romântica e doce, inventavam-se estórias e de repente havia um clique e a luz fluorescente magoava os olhos, ouvia-se novamente o motor do frigorífico e a vida voltava ao habitual. mas não fazia mal, tinham sido horas saborosas. teoria aplicada
conclusão bloguística
regra número um: areje.
há palavras bonitas como alvorada ou sardinha. areje é uma palavra feia, mas acaba onde começa janela. arejanela. as janelas devem ter sido inventadas para que as casas tivessem luz durante o dia, e acredito que só mais tarde se descobriu que também serviam para as arejar. as cabeças não têm janelas, há quem diga que são os olhos, mas pelos olhos não sai ar. ainda assim, as cabeças precisam de arejar. abre-se o cérebro e põe-se o túnel das ideias virado para o vento. espera-se um bocado e fecha-se. se estiver arejado, vir-lhe-á imediatamente à cabeça uma serra e um tronco de madeira, se não estiver arejado, verá apenas uma pedra da calçada e um isqueiro. é só isto. mente / marioneta
o nosso mundo
defraudada - (Moinho de Santana)
há moinhos em Lisboa e eu não sabia. é exagerado dizer isto, mas em duas horas descobri mais do que em meia dúzia de anos. a alegoria da caverna tem-me aparecido na cabeça aos solavancos. há uma tendência devastadora para nos ficarmos pelo patamar mais básico. às vezes quero nadar para mais longe, está muita gente ali na rebentação, mas as ondas vêm mesmo de frente, imperiosas e decididas, e até lá chegar, engulo tanta água. depois vale a pena. gosto tanto de moinhos.Sidney Poitier - The Measure of a Man - a spiritual autobiography
confesso que o espirituoso título: The Measure of a Man, foi meio caminho para a minha vontade de ler este livro, depois adoro autobiografias. ler duzentas páginas que no final me retratem a vida de uma pessoa é um exercício fascinante e acima de tudo, prático. melhora quando essa vida foi / é repleta de contextualidades diferentes das minhas. como não podia deixar de ser, demora bastante tempo a abordar questões e dificuldades raciais, e há um bocado aquele lado americano, aquele género de histerismo quase aborrecido de: prefiro lavar pratos que me vender por um filme que vai contra as minhas convicções, mas que no final acaba com o tipo rico. mesmo assim, fala sobre a problemática do efeito do excesso de materialismo nas relações humanas e no final apresenta um discurso saudável e surpreendente sobre a imperfeição. foi uma simpática viagem. ficar-se
IRIS - Oh mãe (ou como acordar bem numa Segunda-feira)
cúmulo da precaução
Smog - Bloodflow
nas outras músicas, parece-me que a voz dele está demasiado alta para o som dos instrumentos, soa-me a dissonância, o que é uma chatice, porque gosto do estilo. nesta, tudo em sintonia, ouço-a por acaso na Radar, manhã de Domingo, sol, carro, campo, e bang! estou absolutamente fascinada / absorvida / viciada na música Bloodflow dos Smog. há muito tempo que uma música não me atingia como esta, 6 minutos em repeat, repeat, repeat, repeat, repeat.
imagino que tenha um vídeo bom, potencial não lhe falta, mas ainda não o vi. eu sei que não ligam nenhuma a posts de música, mas se por acaso o virem por aí, enviem-me o link que eu agradeço!
Vergílio Ferreira - Cântico Final
Ler Vergílio Ferreira acrescenta-me sempre algumas partes. Liga-me bocados que estavam nos locais errados e põe-me desinfectante no final. Este livro veio também em boa altura, porque tinha a absorção em alta. Into the Wild
dizer que este filme é lindíssimo é um bocado piroso. dizer que nunca tinha chorado tanto a ver algum tipo de arte, é altamente piroso. tentar falar sobre se o miúdo fez bem ou mal, se era excessivamente romântico ou apenas descompensado seria estragar a estória, a ideia, a vida daquela pessoa, conspurcando tudo à sua volta de palavras sem ponto de partida ou de chegada.
este é um filme que se sente. e nada do que eu possa dizer vai parecer inteligente ou apropriado, porque aquilo é demais. é de uma beleza avassaladora.
e a banda sonora é possivelmente comercial, mas ali, fica bem. e é um som homogéneo às imagens e ao seu significado semiológico.
(des)conto
conto de encantar
teoria da Pedra no Sapato adaptada ao Sudoku
em digestão
Apesar da fotografia não ser a melhor, foi a única que encontrei do Lugar dos Afectos. Descobri hoje a sua existência e ainda estou extasiada com todo o conceito. É o parque temático dos sentimentos, único do género no Mundo, situado em Eixo, Aveiro (...) O Lugar dos Afectos - um conjunto de oito casas marcadas pela fantasia e afectividade erguidas numa área com 3500 m2 - é um projecto totalmente custeado pela escritora Graça Gonçalves, que ali já investiu cerca de meio milhão de euros.
apetece-me instintivamente visitar este sítio.
hora do lanche
Açúcar - 1 chávena
considerações: este é um bolo, que além de ter um título delicioso, e sair sempre bem, faz-se em 5 minutos com chávenas e pitadas quanto baste, o que é amoroso. conquistou-me há uns anos, e é um dos meus preferidos por toda esta harmoniosa simplicidade. experimentem que vocês merecem! :)
pedido
ainda da leveza do ser II
ainda da leveza do ser
A insustentável leveza do ser
este título titubeava à volta dos meus ouvidos há anos. acabei de ler, e na verdade perdi-me no meio de uma estória amorosa sufocante e doentia, onde tudo começou mais coisa menos coisa, aqui: Deve-lhe propor que venha instalar-se em Praga? É uma responsabilidade que o apavora. Se a convida agora a vir passar uns dias a sua casa, ela virá imediatamente oferecer-lhe a vida inteira. (pág. 11).
eus
não é para todos
fui à Comuna ver o Desassossego. mais que um bilhete e uma peça, é aquele cheiro bom do teatro, a madeira, o mofo, o velho. cheiro de ensaios, energias partilhadas, noites longas, frias mas calorosas e cheias de sentido. depois a peça, a bíblia que é o Livro do Desassossego, a magnífica presença de Carlos Paulo que a dada altura parou o espectáculo e pediu aos idiotas que riam, gozavam e incomodavam os outros, que saíssem. para onde quer que me vire, estou cansada de gente mal formada e profundamente estúpida. o actor retomou o personagem e nós a vida, quando as luzes se acenderam. gostei muito. livros para ler
não é o meu género literário preferido, mas é um daqueles livros que, pelo sim pelo não, se deve ler. deixo uma transcrição em jeito de resumo: Vêm aí calores cada vez mais infernais, uma subida do nível do mar que levará as águas a engolirem ilhas e a invadirem continentes, vão aparecer tempestades crescentemente brutais, a desertificação irá alargar-se a metade do planeta e as colheitas mais produtivas serão destruídas pela seca. No mesmo instante em que isso acontece, o petróleo em grande quantidade acaba de modo abrupto e apanha-nos de cuecas na mão, totalmente desprevenidos. A economia entra numa profunda recessão, as empresas fecham, aparece a fome, quebra-se a ordem pública e, quando deres por ela, a nossa civilização já desapareceu. (pág. 408). no fim da leitura, e sendo eu do mais maternal que há, surge-me apenas um pensamento: vale a pena ter filhos ou será pôr em prática uma conduta emocional meramente egoísta?
notícias do interior
quando for grande, quero ser cowboy
o problema das compras online é mesmo este: a compra por impulso deixa de ser apenas o expositor colorido em que os olhos batem enquanto se espera a vez na caixa do supermercado, mas sim tudo o que o nosso inconsciente guarda e que três cliques bastam para fechar o negócio. desta vez não resisti e comprei a primeira série dos Young Riders. e fiz bem. todos os dias vejo pelo menos um episódio e faz-me um bem danado. durante esses minutos, viajo no tempo, relaxo, rio-me com vontade, vivo. adoro aquele espírito, aqueles duelos pela honra, as aventuras quase ultrapassadas mas ainda deliciosas e claro, os momentos ternurentos que tão bem retratam a pura amizade, a verdadeira. aquela que já não existe e para as quais não eram precisas palavras, presentes ou sequer grandes sorrisos. porque chegavam as acções. 5 filmes
fome
facto do que para aí se vive
validez
conspurcação
slogan
este ano e o outro
papéis
e agora sou eu..
e aqui um vídeo com uma malta gira!
resta-me dizer: FELIZ NATAL !!
(já venho tarde, mas ontem não tive tempo, bah).
composição: o meu natal
epifania
gargalhada
Tuesdays with Morrie
fórum
formatações
I Am Kloot - Proof e o mundo redondo
teorias
conceitos
ajuda
vocês aí
galinicismo*
bongo
a almofada Orgulho
viagens
João Afonso de Aveiro.
Ria de Aveiro (que faz tanto lembrar Veneza e eu não
sabia.) não comi ovos moles. comi tripas, de morango.
e estava frio. :) para memória futura:
Máxima escatológica da viagem: "Quem vê cães, não vê cagalhões!"
voyeurismo rodoviário
compensação
weeds
teorias
Os Melhores Sketches dos Monty Python
não ia ao teatro há anos e ainda não conhecia o Casino de Lisboa, além disso o bilhete foi gentilmente oferecido, o que tem sempre outro encanto. foram duas horas regadas a muito riso, com picos de grande entusiasmo do público como o sketch da piada enquanto arma mortífera, (a que sobrevivemos todos), o do produtor de filmes, o dos polícias com vozinhas esquisitas ou o da pancada na cabeça. no final, ficou a vontade de ir beber um copo a seguir, e dar asas à boa disposição pela noite fora, mas não se pode ter tudo. às quartas-feiras, ainda a semana é uma criança.
costura
The Book of Illusions
gosto muito mais de livros narrados na primeira pessoa do singular. há sempre uma maior ligação com o leitor, um género de confidência que não existe quando lemos a estória como se fosse uma notícia de jornal. Paul Auster é uma daquelas personagens de que é fácil gostar, mais não seja pelos títulos sugestivos que dá às suas obras. dizem que este livro é talvez um dos melhores dele, não sei, mas gostei bastante. embora as descrições, tanto de personagens, como dos próprios filmes, mais pareçam reais, ao que parece é tudo ficção, e está tão bem escrito, que fiquei cheia de pena por nada daquilo ter acontecido. faz jus ao título, lá está. estorieta
2 days in paris
as sinopses que li, ficam muito aquém deste maravilhoso filme. as gargalhadas constantes daquela sala de cinema praticamente cheia, ajudaram ao digerir saudável dos acontecimentos e dos pequenos detalhes que funcionaram lindamente. para além disso, há o tom informal de todas as personagens e a estória, que não é, nem por sombras, o principal, mas que nos faz pensar na mesma. além disso gosto bastante da Julie Delpy e tinha muita curiosidade em vê-la no papel de realizadora. fiquei também com muito boa impressão do Adam Goldberg. gostei muito. aconselho vivamente! vejam o trailer, pelo menos!!
Shalimar o palhaço
aproveito uma sinopse para encerrar o assunto: Los Angeles, 1993. Maximilian Ophuls é brutalmente assassinado pelo seu motorista muçulmano, Noman Sher Noman, também conhecido por Shalimar, o Palhaço. O que à primeira vista parece ser um crime político — Ophuls tinha sido embaixador dos Estados Unidos na Índia e depois chefe do contra-terrorismo americano — é afinal um caso passional. Shalimar, o Palhaço é uma obra profundamente humana que junta as paixões mais ferozes e os conflitos mais graves do nosso tempo. Uma história de amor. Uma fábula mágica onde os mortos falam. não o achei um livro genial, mas também não me parece ser esse o seu objectivo. pronto, acabaram-se os livros importantes e vou finalmente adoptar os livros opcionais, que são muito melhor companhia. emprego
não, obrigada
uma das características sociais mais irritantes é a expectativa. sabendo isto, procuro prevenir-me. li a sinopse e algumas críticas. entusiasmada, comprei o bilhete e dispensei tempo ao filme. não aprendi nada, e ficámos inconscientemente implicantes e tensos. sem querer, trocámos a tarde light de Domingo, por um estado de espírito deprimente. o cinema tem-me desapontado. não há nada de positivo e grandioso que se possa retratar, em vez de traumas constantes? Bright Eyes - Four Winds
além da música, o vídeo vence pela ideia. o caos com que se cria a piada. a troca do vulgar pelo resultado desastroso. uma delícia, portanto.
lufada
gajice
fruta
- Eu não falhei. Acabei de descobrir 10.000 maneiras que não resultam. (Thomas Alva Edison)
- Definição de insanidade de Einstein: fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes.
- A capacidade para sobreviver reduz-se à adaptação a um meio em mudança. (Capitalismo Karaoke, pág. 213)
- Se não comete erros, deve estar a dormir. (Benny Hermansson, gestor de marketing do Ikea)
ora vejamos:
Se amanhã não for atropelado, é porque estava no sítio certo.
Se a luz da rua se acender, é porque tem um sensor de movimento.
Se apanhar uma intoxicação numa salada, é porque não a lavou bem.
Se o pneu do carro se furar, congratule-se se não estiver a chover.
(...)
Enfim.
ode
porquê
esta noite era loura e fui por uma escada escura e subi muitos degraus, para provar que afinal o mundo não era só subterrâneo, mas lá em cima, existia um sotão enorme com vista para um parque natural. os meus diálogos, exclusivos, foram com o Humpty Dumpty, que era o mestre de obras da casa que eu descobri. pedi-lhe para fazer uns muros de uns andares para os outros, para se fazer uma varanda. ele não caíu.
o jogo
este é mais um daqueles filmes que viveu ignorado na estante durante meses e que um dia em que o tédio venceu, lhe dei uma derradeira oportunidade. é uma estória que de certa forma povoa a minha imaginação em forma de puzzles incompletos, e vê-la finalizada e montada foi uma espécie de concretização mental. por tudo isto, achei-o fantástico, o que pode ser uma opinião contaminada pelas minhas teorias sobre o que andamos realmente a fazer na Terra. operações
contrários
volta
de volta! ver as fotografias das férias nunca foi tão masoquista como este ano, porque por estas zonas (Picos da Europa - Espanha, altamente aconselhável), estavam uns agradáveis 21 graus, acompanhados pela suave brisa dos montes. claro que não posso deixar passar a oportunidade de registar a saga da grande vaca que, quem sabe, baseada em ligações astrológicas, decidiu, já no fim de vários quilómetros de caminhada, correr atrás de mim como se eu fosse o boneco saltitante com que o meu gato gosta de brincar. apesar do grande susto de ver uma grande vaca destas a correr na minha direcção, ainda fiquei com uma foto da mesma, porque ele é um tipo com humor. cá está a dita:
de resto, cheguei a Portugal e a temperatura duplicou, com o termómetro a marcar 44,5 graus. como se não bastasse, estive mais de meia hora parada no meio de uma auto-estrada, porque um carro se incendiou no meio da via. (INCENDIOU-SE!!). parece que amanhã a máxima é 28 graus, e eu vou ali enfiar-me no congelador. espero que depois alguém me abra a porta.. influências
lei de Murphy
sempre
sou mais feliz desde que criei uma relação com a morte. todos morremos. e vemos morrer tantos dos que aprendemos a amar. e sobrevivemos, para o contar aos outros que nos aparecem no meio deste caminho que é a vida. e morremos. e eles choram e vivem mais até morrerem e os outros choram por eles. e continua a haver amor e gente e gargalhadas entrecortadas com esta ventania que nos derruba a casinha de palha que é o nosso corpo. e é por isso que há sempre mais alguém que fica, cá dentro desta chaminé chamada coração.Zorro
nunca tinha visto este filme porque achava que era chato. hoje, na impossibilidade de me afastar para bem longe de casa com uma mochila às costas, ou na mínima das hipóteses, aterrar numa qualquer praia, nem que fosse a chover, liguei o DVD, suspirei e carreguei no play. normalmente avalio os filmes pela forma como me teria dado gozo fazê-los. e faço sempre um resumo mental da situação real dos actores. poder ser nada mais que actor, deve ser uma vida fabulosa. music
existem literalmente 1001 razões para que isto faça parte da nossa biblioteca. a primeira coisa que cativa é o título descaradamente sensacionalista, depois é o folhear: as fotos das capas, as recordações, as novidades (novas ou antigas), as transformações do mundo. espero ter tempo para ouvir isto tudo. vou tentar o desafio. a comprar
culturas
Lamento muito que hoje em dia, ir ao teatro ainda seja uma coisa elitista, quase como antigamente. Acho isto deprimente. O acesso à cultura devia ser possível a todos e oferecido a quem quisesse, tipo a Agenda Cultural. Gostava muito de ir ver esta peça, mas os bilhetes são entre 18€ e 20€, e eu, (vá-se lá entender porquê!!) prefiro dois sacos de compras no supermercado que, com jeitinho, me dão para comer durante uma semana, mais coisa, menos coisa.
manual
ideia
toca
está aberta a nova tentativa anual para aprender a tocar guitarra. já tenho os dedos novamente vermelhos e dormentes, novos bocadinhos de coisas que mais me parecem impossíveis de conseguir reproduzir sozinha. tenho o cérebro a borbulhar de esperança e talvez seja desta, talvez não desista. talvez isto me venha a tornar mais feliz, talvez isto me permita testar novos limites de paciência e o esforço traga realmente a concretização. talvez daqui a um ano eu já saiba tocar o "Hey" dos Pixies, mesmo sem baixo, e a cantar ao mesmo tempo. oferenda
Walk the Line
estou fascinada. gosto muito da música do Johnny Cash, gosto da personagem em si, da roupa preta e da voz, do ar e da sensibilidade caótica. gosto de guitarras e sons imperfeitos, gosto de pessoas errantes e gosto de estórias verídicas. só vi o filme esta semana, mas não estava esquecido na minha cabeça. acredito que existem tempos que devemos respeitar e acredito em estórias de amor conturbadas, arrastadas, dolorosas mas inevitáveis, como foi o caso.
Spider-Man 3
eu já sabia que não ia ver nada de excepcional e não vou criticar o filme: primeiro porque não o sei fazer, segundo porque não me apetece tentar. o que mais me espantou, foi a quantidade de crianças pequenas que assistiram a tudo aquilo. acho que não é um filme adequado a crianças. peço desculpa pela minha ingenuidade mas ainda prefiro outro tipo de actividades para os mais pequenos. e a quantidade e/ou tamanho de pipocas e refrigerantes nas mãos de gente gorda? temos uma mentalidade demasiado cinzenta.
parvoíce
Pirates of the Caribbean: At World's End
(ATENÇÃO:
ESTE POST É ALTAMENTE ORIGINAL!!)
em resumo?
comunidade
hora certa, locais errados
retorno
ambivalência
capitalismo karaoke
é fácil querer melhorar o Mundo, e é fácil ter um dia convincentemente bem disposto e positivo, mas é quase impossível a permanência dessa vontade. este livro é como olhar para uma criança a brincar aos astronautas, mas os autores não deixam de ser visionários. na página 298, encontrei uma frase que pode muito bem resumir a ideia do livro: O capitalismo é apenas uma máquina; não é perfeita, mas é a menos imperfeita que já inventámos. (...) Talvez nunca tenham existido melhores oportunidades para se levar uma vida mais rica, criando organizações para as quais se goste de trabalhar e sociedades nas quais mais pessoas tenham uma hipótese genuína de realizar os seus sonhos. se a vida for uma viagem, este livro pode ser um panfleto informativo das melhores paragens, mesmo que sejam demasiado caras, ou já não tenhamos tempo de as visitar. the number 23
anda aí uma onda de filmes muito estranha, que é a maneira subtil de dizer tenho saudades de um bom filme no cinema. fui ver o The number 23 e ganhei uma noite muito má, com contas infinitas, facadas e muito stress. acordei por volta das seis da manhã e decidi que era mais inteligente ficar acordada um bocado, do que tentar dormir descansada. estes filmes existem, porque a maioria das pessoas aprecia, é isso?!modas
dias
piada
laranjas
traidora
faz-me muita falta o ar. o cheiro do meu campo. o vento e os sons. o cabelo despenteado, a cara e a roupa cheias de pó. chego a casa (cidade), tomo banho, ponho os cremes hidratantes, penteio-me e sinto-me demasiado asséptica. artificial. amanhã há conversas de circunstância e sorrisos sociais.
escolhas
às vezes sou espectadora, outras vezes esbracejo e grito como fazia quando era pequenina a imitar as personagens das telenovelas brasileiras. normalmente divirto-me bastante, e quando acordo, a única coisa que lamento, é ainda não existir uma máquina onírica, que me deixe recordar toda aquela gente colorida e bem disposta.
[hoje adormeci, claro está.]elevadores
A Fórmula de Deus
li este livro a título de curiosidade e terminei-o sem a curiosidade satisfeita. nunca me interessaram as leis da física ou da biologia, mas deviam ter-me conseguido ensinar a gostar delas. Lolita
She was Lo, plain Lo, in the morning, standing four feet ten in one sock. She was Lola in slacks. She was Dolly at school. She was Dolores on the dotted line. But in my arms she was always Lolita. silogismo
primavera - arejar - respirar - sorrisos - alegria - descontrair - brincadeiras - correr - tempo - sol - campo - árvores - frutos - morangos.
25 Ways To Quit Smoking
Oioai
estes são os Oioai. soube deles enquanto se comia sushi e se cantou: amo-te mais palavras que um livro, amo-te muito mais noites que o verão.. sushi baby.. que é isso? são os Oioai. .
.
pesquisei e
cá estão eles. soa-me a Verão e a dias de campismo e copos e luares e banhos e pés com areia e noites longas e saborosas. soa-me a sushi e a boa onda.para os apaixonados, há ainda isto, que os moços promovem o amor.e fazem muito bem.
a loja errada
para quem não conhece,
aconselho uma visita!
para mim, pode ser o livro que o Pessoa não escreveu e uns vasos, se faz favor. :P
culturas
mulheres
educativo
que.. má educação!
babel
é obrigatório ter-se uma opinião quando se vê este filme. só não se sabe qual. o nome Babel, hipoteticamente significará confusão, e estará mesmo ligado ao significado da história da Torre de Babel, ou seja, o nome advém supostamente do desentendimento causado pelas línguas/culturas diferentes. é um fime muito humano (demais, talvez). é um filme que custa um bocado a toda a gente, mas que na minha opinião ficou a meio. eu diria que é um grande meio-filme. dedico-lhe então, um grande meio-post.
scoop
primeiro que tudo há o trocadilho com a palavra "scoop" que pode ser traduzido como: information especially of immediate interest, ou seja, o filme é interessante e indispensável, ou então sou só eu a conspirar. este não é um filme genial. mas é giro, suave, descontraído, agradável.
ilação
. o erometrista abriu as janelas ao jardim aos pavões & às begónias
a maré subia .
Manuel Lourenço, Pássaro Paradípsico
obrigada, outra vez.
ambiente
new account
para que é afinal, esta mudança no blogger?! fui também obrigada a fazer uma conta no gmail. como tenho sido obrigada a outras coisas mais patéticas.erva
desmame
test it
| You Are 26 Years Old |
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bomba
sempre gostei de bolas saltitonas. descobri ontem que a ideia veio da bomba de neutrões, que é uma arma nuclear que se aproxima de realizar o objectivo de destruir vidas sem destruir os bens físicos.. roubei descaradamente
esta imagem de um blog que não conheço.
espero que o sr.autor não se importe.
modos
narciso
addicted
já aqui tinha falado de como sou fraca. não aguento muito sem explodir primeiro, não tenho grande capacidade para suportar aquilo que me transtorna. isto são características de pessoas fraquitas, e é sabido que as pessoas fraquitas quando expostas a substâncias viciantes, não conseguem vencer a coisa sozinhas. estou desde sexta-feira à noite viciada na série Lost. em 24 horas vi 17 episódios, o que são +/- 680 minutos, ou seja, perto de 11 horas do meu fim de semana. há tempos, fomos invadidos por séries com carinhas charmosas, músculos vistosos e bronzeados invejáveis, que são ingredientes que nunca me atraíram. depois fiz as contas: "se toda a gente vê isto, é porque não tem piada". na sexta-feira vi um episódio, por insistência alheia, e rendi-me. afinal, toda a gente tem o sonho secreto que lhe aconteça o mesmo: sobreviver a uma queda de avião e passar a viver numa praia do Hawaii cheia de gajos e gajas giras, fogueiras e monstros destruidores, em que, por sorte, há um médico, um caçador e uma senhora que faz tratamentos para as dores de cabeça.. giro
by gnoveva
leituras
gostei bastante de ler este livro, de resto, não há nada de útil que eu possa acrescentar. fica a sugestão, e fica a melhor citação que encontrei: 7
géneros
Acabei de ler um livro. Adoro acabar livros. Adoro fins e princípios, detesto meios. Cortei-me numa lata de tomate pelado porque tinha pressa. Sujei as calças e o tapete lavado. Eu tenho sempre pressa. Ele gozou comigo porque eu faço tudo ao mesmo tempo e ele segue todas as regras. Já tinha desculpa para não ser eu a lavar a louça. Eram onze e meia da noite e o gás do aquecedor acabava.
As lulas ficaram boas.
borat
hug
ode
ratos de esgoto
barrigudo
sempre levei o mundo muito a sério. faço mal. de há uns tempos para cá, ando tão ocupada mentalmente com matéria pouco útil, que me esqueço das minhas estórias. as minhas de gente e não de rebanho. de mim. o que eu imagino sem ninguém me pedir.surprise, surprise

ana, uma vez mais, muito obrigada! :)
proposta para novo Hino Nacional
hein?
esta é uma daquelas coisas inexplicáveis: porque é que se diz "corre risco de vida", se o que se corre, é "risco de morte"?
Lapalisse
tempo mau
she's ok
philosophy
b[l]ack
se há coisa que me fascina, são as origens. :)
variação
self-documentário
ao telefone..
numa tentativa vã, de fazer um agendamento:
quando é que poderei falar com o sr. x? quando ele chegar. quando é que poderei voltar a ligar? mais logo.




















































