E no final de mais um ano, uma pequena analogia entre humanos e catos. Descobri que somos todos como os catos: agradáveis de apreciar à distância, mais fortes do que parecem, uns grandes, outros pequenos, magros ou gordos, uns dão florzinhas na primavera, outros nunca dão, uns têm piquinhos suaves que fazem um pequeno formigueiro quando em contacto com a pele, outros grandes espinhas pontiagudas e poderosas, mas todos picam quando se mexe mais do que se deve. Catos, porque sim, porque não é altura de rosas perfumadas ou mesmo da delicadeza selvagem da alfazema. Catos, com o mundo como está, sejamos catos, a aprender a sobreviver com pouca manutenção. Ninguém disse contudo que os catos são parvos. Que não são. São antes adaptáveis. São uma inspiração.
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